Cultura e Entretenimento
31/03/2014 - 09h09

É tempo de se fazer justiça ao Renato Aragão



 
Até pela questão do RG mais antigo, acompanhei a carreira dos “Trapalhões” desde o começo, inclusive a transferência da Tupi para a TV Globo, que foi uma das mais tumultuadas da época. Os Eletras daquele tempo, que serviam a ponte-aérea, nunca foram usados com tamanha intensidade em tão poucos dias por representantes das duas emissoras. Cada qual procurando fazer a sua parte. Uma TV querendo segurar, e outra querendo levar o quarteto. Era, como foi por muitos anos, o grande grupo de humor do momento.
 
Fui amigo próximo de alguns deles, como o saudoso Mussum, além do diretor Adriano Stuart e dos redatores Mario Wilson e Carlos Alberto de Nóbrega, que trabalhavam com eles. As brigas sempre existiram, mas nunca foram nada diferentes das que conhecemos e até hoje ocorrem em qualquer tipo de grupo. Até os Beatles se desentenderam.
 
Só não acho justo, nesta altura da vida, como aliás tem acontecido, a tentativa de transformar o Renato num alvo e jogar sobre as suas costas coisas que ele não merece. A sua liderança trouxe benefício a todos. É uma justiça que precisa ser feita.
 



 
Flávio Ricco
Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003.